sábado, 21 de janeiro de 2006

Varig, a estrela Gaúcha!



Uma homenagem á primeira companhia aérea do Brasil. Orgulho do Rio Grande, glória da nação. Apesar das recentas crises e da má administração, eu acredito na Varig. Foi nela que aprendi a voar, e por ela me apaixonei perdidamente pelo céu. Varig, essa estrela não se apaga!

HISTÓRICO VARIG



Oficialmente estabelecida em 7 de maio de 1927, a Varig é a maior e mais antiga companhia aérea brasileira em atividade. Assim como suas congêneres, a Varig sofreu os efeitos das recentes crises no mercado de transporte aéreo. A reestruturação por que vem passando nos últimos anos, traduzida na padronização da frota, enxugamento do quadro de pessoal e celebração alianças estratégicas e operacionais (como a Star Alliance, por exemplo) vem minimizando tais efeitos e consolidando sua posição de liderança no País.
A história da Varig está intimamente ligada ao nascimento da aviação comercial no Brasil. Suas origens datam de 1924, com a criação, na Alemanha, do Condor Syndikat pelo engenheiro e piloto Fritz Hammer, por Peter von Bauer (um dos diretores da SCADTA, que deu origem à mais antiga empresa aérea latino-americana, a colombiana Avianca) e pelas empresas Aero Lloyd e Schlubach Teimer. O objetivo do Condor Syndikat era estabelecer a ligação aérea entre Estados Unidos e Colômbia, via América Central.
Em 1925, Hammer liderou uma viagem experimental entre a Colômbia e Palm Beach, na Florida, utilizando dois hidroaviões Dornier Wal, um dos quais tinha a matrícula D-1012 e era batizado "Atlântico". Além de analisar a viabilidade da rota, a viagem serviu como tour promocional da indústria aeronáutica alemã no Continente.
Com a criação da Lufthansa, em 1926, o Condor Syndikat encerrou suas atividades, renascendo em dezembro de 1927 como Syndicato Condor, representando os interesses da Lufthansa no Brasil, sendo o principal deles o estabelecimento da ligação aérea entre o Brasil e a Alemanha.



Do Syndicato Condor nasceu a Cruzeiro do Sul, depois absorvida pela Varig. Na mesma época, Otto Ernst Meyer, oficial aviador da Força Aérea alemã, iniciou estudos para a criação de uma empresa aérea no Brasil, contando com o apoio de nomes influentes no Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Com a chegada ao Brasil do Dornier Wal "Atlântico", adquirido pelo Syndicato Condor, Meyer percebeu que seus planos estavam para se tornar realidade.
A primeira reunião para discutir a criação da nova empresa aconteceu em 1 de abril de 1927, na Associação Comercial de Porto Alegre. Na mesma semana, um anúncio publicado pelos dez sócios-fundadores convidava novos acionistas a tomarem parte no empreendimento. Em 7 de maio de 1927 foi realizada a primeira assembléia geral, com a participação de 550 acionistas, sendo eleito o corpo de diretores: Otto Ernst Meyer (Diretor Administrativo), Rudolf Cramer von Clausbruch (Diretor Técnico), Fritz Hammer, Major Alberto Bins (Diretor do Conselho Fiscal), e os Conselheiros Carlos Albrecht Jr., Max Sauer e o Barão von Duddenbrock. Do capital inicial da empresa, 21% pertenciam ao Syndicato Condor, valor representado pelo Dornier Wal P-BAAA "Atlântico" e pelo Dornier Merkur P-BAAB "Gaúcho".



Em 1930, o Syndicato Condor retirou sua participação da nova empresa, transferindo-a ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Em 10 de maio de 1927 a Varig recebeu autorização para iniciar operações ligando cidades no Rio Grande do Sul e litoral de Santa Catarina, com possibilidades, após negociações com o Governo uruguaio, de expandir suas rotas até Montevidéu. A primeira rota da Varig, ligando as cidades de Porto Alegre e Rio Grande, conhecida como "Linha da Lagoa" (ambas as cidades situam-se às margens da Lagoa dos Patos), foi inaugurada em 3 de fevereiro de 1927, com o Dornier Wal "Atlântico". A saída do Syndicato Condor da sociedade, em 1930, fez com que a Varig buscasse apoio no Governo gaúcho para expandir suas operações. Este alugou à empresa um campo de pouso em Gravataí e liberou fundos para a construção de um hangar e para a a aquisição de novos aviões (quatro Junkers F-13, para o transporte de passageiros, dois Junkers A-50, para correio e cargas, e dois Klemm L-25, para treinamento de pilotos). Em 1931, três aviões foram adicionados à frota: um Morane-Saulnier MS-130, para treinamento; um monomotor de asa alta Nieuport Delage 641, com cabine fechada para 6 passageiros, e outro Junkers A-50. O A-50 voava regularmente entre Porto Alegre e Santa Maria, levando um único passageiro e malotes de correio. Em 18 de abril de 1930, o Junkers F-13 P-BAAF (depois PP-VAF) voaria para a Varig pela primeira vez, seguido pelo P-BAAG (depois PP-VAG), tornando possível o aumento do número de cidades servidas, entre elas Livramento, Santa Cruz, Cruz Alta e Santana do Livramento. Em 1937 a Varig recebeu um Messerschmitt M20, para dez passageiros, e o vôo para Livramento foi estendido até Uruguaiana. Este avião foi utilizado até 1948. Em 6 de Julho de 1938, entrou em serviço um Junkers JU-52 (PP-VAL, "Mauá"), trimotor de fuselagem metálica, o maior avião na frota da empresa até então.
Com a II Guerra Mundial, as empresas aéreas que operavam aviões de fabricação alemã, como a Varig, passaram a sofrer com a falta de peças de reposição, o que forçou-as a uma renovação das frotas. No caso da Varig, foi adquirido inicialmente um bimotor biplano inglês DeHavilland DH89A Dragon Rapide (PP-VAN, "Chuí"), com o qual a empresa inaugurou seu primeiro vôo internacional, ligando Porto Alegre a Montevidéu.

O DH89A tinha capacidade para oito passageiros e voou nas cores da empresa até 1945 (um exemplar deste tipo de avião encontra-se hoje exposto no Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, cedido por empréstimo pelo Museu da Varig, de Porto Alegre). Em 1943 foram encomendados oito Lockheed L-10 Electra, bimotores de fabricação norte-americana. Finda a II Guerra Mundial, empresas de todo o mundo e do Brasil, entre as quais a Varig, incorporaram a suas frotas aviões provenientes do conflito, entre os quais o Douglas DC-3/C-47 e o Curtiss C-46 Commando.
No ano de 1951, a Varig já servia a 14 cidades no Rio Grande do Sul, seis em Santa Catarina, seis no Paraná, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Montevidéu. No ano seguinte, adquiriu o controle da Aero Geral - empresa que mantinha uma linha regular entre Rio de Janeiro e Natal, com escalas por cidades do litoral brasileiro -, e expandiu seus serviços rumo ao Nordeste, tornando-se uma das grandes empresas aéreas nacionais, ao lado da Vasp, Cruzeiro, Panair do Brasil e do consórcio Real/Aerovias. Na mesma época, passou a oferecer tarifas mais baixas para o transporte de cargas, obtendo um substancial aumento de sua parcela neste mercado. Em 1955, a malha de rotas domésticas da Varig atendia a 20 cidades.
Entre 1948 e 1949, a Cruzeiro realizou 30 vôos experimentais entre o Brasil e Estados Unidos (New York e Washington), utilizando dois quadrimotores Douglas DC-4.
O investimento necessário para o estabelecimento da nova rota necessitava, no entanto, de apoio oficial, que foi negado. Sem condições de levar o projeto adiante, a Cruzeiro abandonou a idéia. Em 1950, o governo brasileiro reviu sua posição, decidindo incentivar o estabelecimento, por uma empresa aérea brasileira, da ligação entre Brasil e Estados Unidos, sendo a concessão dada à Varig em 1953. Foram adquiridos três quadrimotores Lockheed L-1049G Super Constellation e, em 2 de agosto de 1955, o primeiro vôo com destino a New York decolou do Rio de Janeiro, com escalas em Belém, Port of Spain e Ciudad Trujillo. Mais tarde a rota foi expandida em direção ao sul, iniciando-se em Buenos Aires. Na mesma época, o consórcio Real/Aerovias começou seus vôos ligando Buenos Aires, São Paulo e Rio de Janeiro a Miami e Los Angeles, iniciando-se acirrada competição entre o mesmo e a Varig. O consórcio optou por oferecer passagens a preços extremamente convidativos, abaixo dos recomendados pela IATA, enquanto a Varig investiu em uma maior qualidade de serviços, destacando-se o serviço de bordo.
Em 8 de julho de 1960, a Real estendeu seu vôo de Los Angeles a Tóquio, com escala em Honolulu. Dificuldades financeiras levaram o consórcio a vender o controle acionário da Aerovias Brasil à Varig, que absorveu suas rotas para os Estados Unidos e Oriente.
Os primeiros aviões a jato da Varig, 3 Boeing 707-441 com motores Rolls-Royce, que seriam utilizados nos võos internacionais, e 3 SE-210 Caravelle III, destinados às principais linhas domésticas, foram comprados no final de 1957. A demora na entrega dos 707 gerou um fato curioso: do final de 1969 a meados de 1980 eram operadas quatro freqüências semanais para os Estados Unidos, alternando-se, nestas, Super Constellation e Caravelle. Apesar de seu curto alcance, o Caravelle mostrou-se versátil nesta rota, operada a partir de Buenos Aires com escalas em São Paulo, Rio de Janeiro, Port of Spain e Nassau. Um mês depois do início dos vôos foi criada uma quinta freqüência, desta vez com escala em Brasília.
Os dois primeiros Boeing 707-441, PP-VJA e PP-VJB, chegaram ao Rio de Janeiro em 23/07/1960, inaugurando a ligação nonstop entre Rio de Janeiro e New York dois dias depois.
Em 18/11/1961 foi iniciada, também com o 707, a linha Rio de Janeiro - Los Angeles com escalas em Lima, Bogotá e México. Em 1963 a Varig recebeu 3 Convair 990A e 3 Lockheed L-188 Electra II, inicialmente encomendados pelo consórcio Real/Aerovias, além de mais alguns Lockheed L-1049H, Douglas DC-3/C-47 e DC-6B. Dois anos mais tarde, com a falência da Panair do Brasil, a Varig assumiu suas linhas e aviões, recebendo 2 Douglas DC-8 e passando operar vôos para o continente europeu. Entre 1966 e 1968 dois novos destinos foram adicionados à rede da Varig: Zürich e Kopenhagen. Em 21/08/1970 foi inaugurada a linha Rio de Janeiro - Johannesburg, com escala em Luanda.
Em 1975, quando foi estudada a fusão, em dois grandes grupos, das quatro empresas aéreas regulares brasileiras, a Varig decidiu adquirir o controle acionário da Cruzeiro, sua contemporânea, que passava por graves dificuldades financeiras. Apesar de continuaram como duas empresas distintas, foi feita uma racionalização de serviços entre ambas (para evitar, por exemplo, a superposição de rotas e horários). Em 1993 a Cruzeiro foi inteiramente absorvida, passando sua frota de 6 Boeing 737-200 às cores da Varig e seus funcionários ao quadro desta última.
Em 1971, a frota internacional da Varig era composta por 15 Boeing 707 e 1 Douglas DC-8. Nessa época, surgiram no mercado os primeiros jatos wide-body: o Boeing 747 e o McDonnell Douglas DC-10. Desejando atualizar-se com um equipamento capaz de manter os seus serviços no mesmo nível de suas concorrentes estrangeiras, a Varig optou pelo DC-10-30. O primeiro vôo para a Europa com o DC-10 foi realizado em 24/06/1974, inaugurando-se os vôos com este avião para New York em 01/07/1974.
Um decreto do Governo federal, em 1976, obrigando os passageiros com destino ao exterior (exceto América do Sul) a efetuarem depósito compulsório em dinheiro,a ser reembolsado um ano após a viagem, fez com que a Varig tivesse seu tráfego internacional reduzido, sendo parcialmente compensada pelo aumento do demanda nos vôos domésticos ou com destino à Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. No dia 01/07/1980 foi inaugurado o primeiro vôo com bi-reatores de grande porte: um Airbus A300B4 da Cruzeiro, já sob o controle da Varig, começou a operar entre Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires. Mais tarde, a Cruzeiro recebeu outro avião deste tipo e a Varig mais dois, passando os mesmos a ser utilizados nas linhas domésticas e em algumas linhas internacionais, como Caracas, Assunção e Miami.
Em 1981 a Varig recebeu três Boeing 747-200, inicialmente encomendados pela Lybian Arab Airlines (forçada a cancelar a compra devido ao embargo comercial ao país).



Estes aviões foram colocados na rota Rio de Janeiro - New York em 12/02/1981, operando mais tarde, também, para Paris e Frankfurt. A boa aceitação dos mesmos, aliada a sua grande capacidade de transporte, levou a Varig a adquirir mais dois 747, desta vez do modelo 747-300 Combi, no final de 1985, aos quais se juntaram outros três 747-300 full-pax, três anos mais tarde. Nos anos 80 e 90, diversos tipos de aviões que outrora constituíram a linha de frente da Varig, como os Boeing 707 e 727, foram desativados (alguns 727 continuam a operar como cargueiros).
Também os A300 foram reexportados, visando-se à padronização da frota (que atualmente constitui-se apenas de aeronaves Boeing/McDonnell Douglas).



Para substituí-los e aos 707, a empresa trouxe 6 Boeing 767-200ER, hoje bastante utilizados em rotas internacionais e linhas domésticas com alta demanda. No lugar dos Boeing 727 e Electra (esses na ponte-aérea) passaram a operar os Boeing 737-300, principal aeronave para percursos médios e curtos na frota atual da empresa. Os DC-10 foram aos poucos sendo substituídos pelos MD-11 e 767-300ER, e em 1991 a Varig aumentou sua frota de longo alcance trazendo o primeiro 747-400, ao qual somaram-se outros dois no ano seguinte. Atualmente, a frota para vôos intercontinentais e de alta densidade é composta de Boeing 767-200/300ER e MD-11 (restaram apenas 2 DC-10-30, utilizados como cargueiros), e para vôos domésticos e na América do Sul a empresa utiliza Boeing 737-200, 737-300 e 737-700 (os 200 estão sendo gradativamente desativados), estando já encomendados alguns 737-800.

A PONTE AÉREA RIO-SÃO PAULO

A Ponte-Aérea Rio-São Paulo merece um capítulo à parte na história da Varig. Em 01/03/1975 o Governo federal determinou que todos os aviões bimotores fossem retirados da ponte-aérea, serviço operado em pool pelas quatro grandes empresas regulares então existentes (Varig, Vasp, Cruzeiro e TransBrasil). A Vasp já havia desativado seus Vickers Viscount, e com isso a Varig, com seus Lockheed L-188 Electra II, obteve a exclusividade da mais rentável linha da aviação comercial brasileira. Assim, a Varig passou a arrendar os Electra a seus parceiros no pool, ficando com 52% dos horários. A participação da Vasp era de 22%, a da Cruzeiro 19% e a da TransBrasil 7%. A Varig foi a empresa de primeira linha a manter o Electra operacional no transporte regular de passageiros por mais tempo em todo o mundo, sem um único acidente fatal com este tipo de avião em toda a sua história. Tal foi a aceitação desta aeronave pela Varig que, de uma frota inicial de 3 (a principio destinados à Real), chegou-se a um total de 14 aviões, os dois últimos adquiridos já na década de 80. No Início de 1992 os 14 Electra foram retirados de serviço, fazendo um histórico vôo de despedida em 06/01/1992. O primeiro Electra recebido pela Varig, PP-VJM, foi doado ao Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro, chegando ao Campo dos Afonsos no dia 07/05/1992. Com a autorização do DAC para o pouso e decolagem de jatos de passageiros no Aeroporto Santos-Dumont, e a conseqüente entrada em operação dos Boeing 737-300, cada empresa do pool (com exceção da Cruzeiro, já absorvida pela Varig) , voltou a operar com seus próprios aviões. Para enfrentar a concorrência, a Varig aumentou seu número de freqüências e em 1999 formou um novo pool, desta vez com suas subsidiárias regionais, Rio-Sul e Nordeste (que operam Boeing 737-500). No início deste ano, a Varig lançou o serviço E-Ponte, que permite ao passageiro efetuar sua reserva e compra de bilhete através da Internet.

A FUNDAÇÃO RUBEM BERTA



Durante 15 anos a Varig foi presidida por seu fundador, Otto Ernst Meyer, tendo como seu braço direito Rubem Martim Berta (foto), o mais antigo funcionário da empresa, na qual começou a trabalhar desde os 19 anos. Em 1941, quando o Brasil tomou posição ao lado dos aliados, durante a II Guerra Mundial, Meyer, levando em conta sua origem germânica, decidiu renunciar à presidência da Varig, temendo possíveis dificuldades. Rubem Berta foi então eleito o novo presidente, dando um grande impulso ao crescimento da empresa. Tendo conquistado a lealdade e admiração de seus funcionários, Berta procurou dar novos rumos à valorização do empregado e suas relações com o patrão. Com tal propósito, aproveitando a Assembléia Geral, realizada em 29/10/1945, sugeriu aos acionistas a transferência de metade das ações da Varig para uma fundação de funcionários, por ele mesmo idealizada. Foi constituída, então, a Fundação dos Funcionários da Varig, que em 1966, ano de falecimento de seu fundador, passou a se chamar Fundação Rubem Berta. A Fundação detém o controle acionário da Varig e suas subsidiárias, sendo sua administração constituída por um Presidente, um Vice-Presidente (eleitos por um Colégio Deliberante, formado por funcionários da Varig, a cada 5 anos) e um Conselho de Administração (formado por ex-membros do Colégio). Os membros do Colégio Deliberante são eleitos em Assembléia Geral, após indicação da Presidência. A Fundação oferece a seus funcionários e dependentes diversos benefícios, destacando-se a assistência médico-odontológica gratuita, refeições e hospedagem para férias com baixo custo, e empréstimos.

TREINAMENTO DE PESSOAL


Prevista desde o estatuto de fundação da Varig, a existência de uma escola de pilotagem concretizou-se em 1938, com a criação do departamento aerodesportivo da empresa, denominado VAE - Varig AeroEsporte. Este deu lugar, em 1952, à EVAER - Escola Varig de Aeronáutica, com maior grau de especialização. Na mesma época, em convênio com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), criou-se a ESVAR, para formar técnicos em manutenção de aeronaves.
Em 1993 a Varig passou a exigir, para ingresso em seu quadro de pilotos, curso superior de formação em Ciências Aeronáuticas, inicialmente oferecido pela PUC do Rio Grande do Sul, criado em convênio com a empresa (outras empresas estão seguindo o exemplo, o que está incentivando a criação do curso em outras universidades do país). A universidade é responsável pela formação teórica, e a Escola Aeronáutica Civil / Aeroclube do Rio Grande do Sul (a maior e uma das mais bem conceituadas escolas de formação de aviadores do país) pelas aulas práticas, em vôo.
Hoje a empresa mantém programas permanentes de treinamento e atualização em todas as áreas de trabalho, como manutenção, operações de vôo, serviço de bordo, tráfego aéreo e vendas. Para o treinamento de tripulações, a Varig possui um Centro de Treinamento de Vôo Simulado, próximo ao Aeroporto lnternacional do Rio de Janeiro, dispondo de simuladores de Boeing 747, 767, 727, 737 e DC-10-30. O primeiro simulador operado pela Varig foi o do Lockheed L1049G, em Porto Alegre, na década de 50. A empresa foi uma das primeiras no mundo a adquirir e utilizar o CBT - Computer-Based Training -, com o qual o aprendiz estuda e realiza provas através de computador, administrando a seqüência e intensidade do treinamento de acordo com suas possibilidades e interesses.
O treinamento de tripulações obedece a uma seqüência: inicialmente, a fase "Ground School" (preparo teórico, simuladores estáticos e simuladores de vôo). Em seguida, após teste de suas aptidões e preparo, o tripulante recebe treinamento em vôos regulares, com passageiros, acompanhado por Comandantes e Comissários instrutores, sendo novamente "checado" ao final desta fase. A cada seis meses, todos os pilotos voltam aos simuladores, para "recheques periódicos".

MANUTENÇÃO DE AERONAVES



Com suas principais instalações localizadas no Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, a Varig possui o maior complexo de manutenção de aeronaves da América do Sul. Sua principal base de manutenção está localizada no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, ocupando uma área de 200.000m2. Lá estão localizados o maior hangar do hemisfério sul (onde é feita a manutenção de toda a frota da empresa, incluindo checks "C" e "D", especialmente dos wide-body), um banco de provas de motores (operado em conjunto com a GE) capaz de testar turbinas de até 100,000lb de empuxo, e um almoxarifado com peças de reposição para todos os tipos de aviões da frota. Nessa base a Varig atende com freqüência a outras empresas, muitas do exterior, sendo homologada pela FAA (Federal Aviation Administration) norte-americana e pela JAA (Joint Aviation Authority) européia.
A segunda maior oficina da empresa situa-se em Porto Alegre, ocupando uma área total de 205.000m2, e onde é feita a manutenção dos Boeing 727 e 737, existindo, ainda instalações de porte em São Paulo, no Aeroporto de Congonhas, hoje destinadas principalmente à revisão dos 737-300 da ponte-aérea, e em Guarulhos.

SERVIÇO DE BORDO



O serviço de bordo do Varig, com suas características atuais, nasceu praticamente junto com o início dos vôos para os Estados Unidos, nos anos 50. Motivado pela concorrência e desejando oferecer um atendimento de padrão internacional, Rubem Berta criou e conseguiu situar o serviço de bordo da empresa entre os melhores do mundo.
Inicialmente o serviço de bordo da Varig contava com uma cozinha em Porto Alegre, recebendo, no Rio de Janeiro, o apoio do restaurante Vogue (na época o mais famoso da cidade). Com o incêndio deste, a Varig viu-se obrigada a montar uma nova cozinha, localizada na zona sul da cidade, transferindo-a mais tarde para um bairro nas cercanias do Aeroporto do Galeão (onde atualmente funciona o terminal de cargas do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro). Com a inauguração do novo aeroporto, em 1977, a Varig construiu novas instalações para seu serviço de bordo, denominando-as Catering-Rio, ocupando uma área de 16.000m². Na década de 90, com a reestruturação da Varig, a empresa decidiu terceirizar seu serviço de catering, sendo suas instalações vendidas à Gate Gourmet, do SAir Group (holding que controla a Swissair, entre outras).

REESTRUTURAÇÃO

A crise no setor de transporte aéreo, causada, entre outros fatores, pelo conflito no Golfo Pérsico, atingiu também a Varig em seus vôos internacionais, fato agravado por significativas desvalorizações da moeda brasileira (que ocasionaram um aumento das despesas operacionais e da dívida externa da empresa, em sua maior parte em moeda norte-americana). Somado a isso, houve a abertura do mercado internacional a outras empresas aéreas do país (e a conseqüente abertura, como contrapartida, a novas empresas estrangeiras), aumentando a oferta de assentos sem um correspondente aumento de demanda. A Varig viu-se obrigada a tomar novos rumos, desfazendo-se de aviões, enxugando o quadro de pessoal, fechando escritórios, reduzindo horários, eliminando rotas e assinando acordos operacionais. Algumas empresas do grupo foram vendidas (como a Expressão Brasileira de Propaganda, sua house agency). Foi decidida, também, a total absorção da Cruzeiro.



Em 1997, a Varig associou-se ao Star Alliance, um acordo comercial e operacional do qual já faziam parte Lufthansa, Air Canada, United Airlines, Thai e SAS. Também no mesmo ano, a empresa apresentou sua nova identidade visual, mudando a pintura de suas aeronaves. Em 1998, iniciou um processo de racionalização da frota e malha de rotas, deixando de voar para alguns destinos deficitários. Aviões mais antigos foram desativados, em especial os Boeing 727-100 com configuração para passageiros, e mais recentemente alguns 737-200 (sendo substituídos por 737-300/700), os DC-10-30 e 747-200/300 (substituídos por 767-200ER/300ER e MD-11, este o maior avião da empresa atualmente). Está prevista, ainda, a vinda de alguns Boeing 777 e mais unidades de 767-300ER e 737 "Next Generation" (-700 e -800).
A empresa possuiu participação acionária nas regionais Rio-Sul e Nordeste e na uruguaia Pluna. Sua Diretoria de Cargas foi promovida a Unidade de Negócios, dada a importância deste mercado para a empresa.
Em 2007 a empresa passou a ser parte ( a mais importante!) da empresa de transportes aéreos GOL.



Com a reestruturação, foram criadas duas novas companhias: a VARIG Participações em Transportes Aéreos, que administrará os investimentos na Rio Sul e na Nordeste, e a VARIG Participações em Serviços Complementares, que será responsável pela administração dos investimentos nas empresas Companhia Tropical de Hotéis e a SATA - Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo -, dentre outras. Na ocasião, foram eleitos os Conselhos de Administração das duas companhias, sendo escolhidos para a VARIG Participações em Transportes Aéreos os senhores Ozires Silva (presidente), Joaquim Fernandes dos Santos (vice-presidente), José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Buaes e Harro Fouquet, e para a VARIG Participações em Serviços Complementares, Luiz Carlos Vaini (presidente), Luiz Zitto Barbosa (vice-presidente), Ilton dos Santos Almeida, Márcia Zugaib e Hilnon Leite Iglezias.

DADOS DA EMPRESA

Endereço postal da sede da empresa é Av. Almirante Sílvio de Noronha, 365, 20021-010 Rio de Janeiro - RJ Telefone (Geral): 814-5000Reservas: São Paulo: (11) 5561-1161, Rio de Janeiro: (21) 534-0333, outras cidades: 0800 997-000
Fax (Geral): (21) 814-5700
Telex: 2122363
Código ICAO: VARIG
Código IATA: 042
Endereço na Internet (www): http://www.varig.com.br/


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